domingo, 4 de março de 2012

Feels that I can't describe

Mais um dia como tantos outros, que foram os últimos dois meses.
Este dia parecia que ia acabar sem uma única discussão, mas claro já devia calcular que iss seria impossível, pois já não conseguimos ter uma conversa e um dia em que não discutamos.
Discutimos pelas coisas mais simples e mais estúpidas que se pode imaginar, parece que é um vício que nos entrou no sangue.
Já é um ''hábito'' tão comum que na maior parte das vezes já é como outra ação normal que duas pessoas tenham.
Já fizemos tantas promessas que nunca mais íamos discutir, mas acabamos sempre por as quebrar.
Esta ''necessidade'' que temos de discutir está a tornar-se cada vez pior e cada vez as nossas discussões estão a tornar-se mais graves.
Cada dia e cada discussão que passa magoamo-nos mais e sofremos ainda mais que no anterior, pelo menos falo por mim, pois não sei aquilo que sentes.
Dizes-me uma coisa e fazes outra completamente oposta, não te percebo mesmo.
Contas-me que te apetece fazer isto e aquilo e depois no fim de tudo não fizeste nada disso, nem parecido.
Dizes que eu mudei e que já não me conheces, mas sinceramente acho que a única pessoa que mudou foste tu, as tuas atitudes, o modo como falas comigo, como me dizes as coisas tudo isso mudou.
Não percebo porque mudaste assim tanto, tlavez por a tua vida ter mudado, não sei mesmo.
Se eu também mudei para pior peço desculpa, mas é que o sofrimento e a dor muda-nos e bastante.
Torna-nos mais solitários, queremos estar sozinhos, não queremos falar com ninguém, não queremos fazer nada nem que nos chateiem.
Mas pronto, voltando a este dia, assim que a nossa discussão acabou e que virámos costas um ao outro a primeira manifestação da minha dor foram lágrimas a caírem-me dos olhos. Choro porque é a única maneira de aliviar um pouco esta dor que tenho dentro de mim, todo este sofrimento e por vezes a raiva que tenho por estar sempre a discutir contigo.
Toda esta situação me está a matar por dentro, a acabar com a minha felicidade e com toda a esperança que ainda tenho dentro de mim.
Já passaram dois meses desde aquele dia, e jamais o esquecerei, todas as palavras que dissemos um ao outro e as decisões que tomámos ao longo destes dois meses ficarão para sempre guardadas.
Todas as noites antes de adormecer vejo as nossas fotografias, dos momentos em que erámos felizes, e pergunto-me a mim mesmo o que aconteceu a esses momentos, a esses sentimentos a tudo o que existia naquele momento e que pelos vistos já não existe.
Quase sempre quando vou ler os comentários dessas fotos começo a chorar, por perceber aquilo que perdi e que jamais voltará. Essas são lágrimas de dor e sofrimento por te ter perdido e por já não estares a meu lado todos os dias, como em tempos estiveste.
Mas é a vida, é com erros que aprendemos e que crescemos, eu estou a aprender e muito.
É pena que para aprender tenhamos de sofrer, mas não é mais que o reflexo dos nossos actos e a sua consequência.
Só te quero desejar muitas felicidades e que nunca sofras aquilo que eu estou a sofrer, pois não mereces.
Não desejo a ninguém aquilo pelo que estou a passar agora.
Só me resta tentar seguir em frente, é a única opção disponível.
Mais uma vez muitas felicidades e que nunca sofras, não mereces.



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